Relatório de Inteligência Estratégica — Confidencial
Monitoramento Inteligente de Obras de Arte Especiais
Análise completa de mercado, inteligência competitiva, guia de procurement governamental, mapeamento tecnológico e go-to-market para o sistema de gêmeo digital e IoT aplicado ao monitoramento estrutural de pontes e viadutos no Brasil.
● Corpus de 410+ OAEs Grau 1/2 identificadas por rodovia, km e município
Maio 2026
Confidencial — Uso Interno
DNIT PROARTE · ANTT · SNVS · Mídia especializada
MG · BA · CE · PE · PB · RN · PA · TO · RO
Índice
  1. Visão Executiva e Contexto do Problema
  2. Dimensão do Mercado — Brasil e Global
  3. O Programa PROARTE e o Universo de Oportunidade
  4. Inteligência Competitiva
  5. Stack Tecnológico da Solução
  6. Guia de Procurement Governamental
  7. Go-to-Market e Modelo de Receita
  8. Corpus de OAEs Críticas — Grau 1 e 2 por Estado
  9. Mapeamento de Concessionárias por Rodovia
Seção 01
Visão Executiva e Contexto do Problema
A crise silenciosa das pontes brasileiras O Brasil tem aproximadamente 68.000 Obras de Arte Especiais (OAEs) em rodovias federais e estaduais. Estima-se que mais de 40% estejam em condição insatisfatória (graus 1 a 3), e uma parcela crítica representa risco iminente de colapso. O custo político, humano e econômico de uma falha é exponencialmente maior que o custo de monitoramento preventivo.
68k
OAEs em rodovias BR (federal + estadual)
40%+
Em condição insatisfatória (grau 1–3)
816
Estruturas prioritárias PROARTE 2025
R$5,8bi
Orçamento PROARTE reformulado 2025

O Argumento Central do DTWIN

A janela de risco entre a classificação da deterioração (OAE recebe grau 1 ou 2) e o colapso efetivo é onde o DTWIN tem seu maior valor. As inspeções bianuais obrigatórias pela NBR 9452:2023 apenas registram o estado pontual — não monitoram a evolução da deterioração em tempo real. Resultado: uma ponte pode ser grau 2 hoje e colapsar antes da próxima inspeção.

Wedge estratégico DTWIN "O satélite diz que a ponte está se movendo. O DTWIN diz por quê e quanto tempo ela ainda tem." Sistemas de sensoriamento remoto (como o Consórcio Infragestão — ver Seção 4) fornecem deslocamento superficial. Apenas sensores físicos in-situ + gêmeo digital BIM + IA entregam diagnóstico estrutural completo com predição de vida útil.

Caso Âncora — Ponte JK (Ponte Juscelino Kubitschek)

Reforma preventiva orçada em R$13 milhões foi recusada por falta de budget. Após o colapso, custo de reconstrução: R$171 milhões — 13x mais caro. Este caso demonstra o ROI direto do monitoramento preventivo e é o argumento principal para qualquer apresentação a gestores públicos.

ROI preventivo documentado R$13M (monitoramento + manutenção preventiva) vs. R$171M (reconstrução) = economia de R$158M por estrutura. Uma única OAE monitorada que evita colapso paga o sistema de centenas de pontes.
Seção 02
Dimensão do Mercado — Brasil e Global

Mercado Global de SHM (Structural Health Monitoring)

$4,2bi
Mercado global SHM 2024 (USD)
20%
CAGR projetado 2024–2034
$27bi
Projeção mercado global SHM 2034
Top 3
Drivers: infraestrutura aging, ESG, IoT cost-down

Drivers de crescimento: envelhecimento da infraestrutura global (pontes com 30–60 anos de operação), custo crescente de reconstrução vs. custo decrescente de sensores IoT, regulamentações ambientais ESG e pressão de organismos internacionais (Banco Mundial, BID) por infraestrutura resiliente.

Mercado Brasileiro — Endereçável pelo DTWIN

TAM — Mercado Total

R$8,2 bilhões

68.000 OAEs × área média 500m² × R$15/m²/mês × 12 meses (apenas rodovias federais + estaduais monitoradas)

SAM — Mercado Endereçável (5 anos)

R$1,1 bilhão

816 OAEs PROARTE prioritárias + concessionárias (lote inicial nordeste/norte) × modelo instalação + recorrente

SOM — Mercado Atingível (ano 1-2)

R$47 milhões

15 OAEs piloto via CPSI + 5 concessionárias via contrato direto. ARR recorrente pós-implantação.

Budget DNIT disponível (2025-2026)

R$5,83 bilhões

PROARTE reformulado com ampliação de escopo. Orçamento federal comprometido e desbloqueado.

Por que Brasil é o Mercado Certo Agora

Seção 03
O Programa PROARTE e o Universo de Oportunidade

O que é o PROARTE

O Programa de Recuperação de Obras de Arte Especiais (PROARTE) é o principal instrumento federal para recuperação e conservação de pontes e viadutos em rodovias federais gerenciadas diretamente pelo DNIT. Reformulado em 2025 com orçamento de R$5,83 bilhões, cobre 816 estruturas prioritárias classificadas nos graus mais críticos (1 e 2) da inspeção de integridade estrutural.

Ponto crítico de mercado O PROARTE cobre APENAS rodovias DNIT-direto. OAEs em rodovias concedidas (Motiva, Via Cristais, Eco153, etc.) são responsabilidade das concessionárias — um segundo mercado igualmente relevante, com ciclo de contratação diferente (privado, mais ágil).

O Sistema SGO e a Lacuna de Dados em Tempo Real

O SGO (Sistema de Gestão de OAEs) do DNIT registra resultados das inspeções periódicas por equipes técnicas. O problema: dados são estáticos — uma fotografia bienal do estado da estrutura. O SGO não tem capacidade de ingestão de dados de sensores IoT em tempo real, não tem módulo de predição por IA e não integra com BIM/3D.

Isso cria a lacuna exata que o DTWIN preenche: entre inspeções formais, o estado da estrutura se deteriora de forma invisível para o órgão gestor. Qualquer evento crítico (sobrecarga, enchente, sismo) durante esse intervalo é um risco não monitorado.

Fluxo de Classificação DNIT

Grau Estado da Estrutura Ação Preconizada Relevância para DTWIN
Grau 1 Crítico — risco iminente de colapso Interdição imediata + intervenção emergencial Monitoramento pós-reforço / validação de segurança
Grau 2 Mau — deterioração severa, risco de colapso Intervenção urgente no curto prazo Alvo primário: monitoramento pré e pós-intervenção
Grau 3 Regular — deterioração moderada, requer atenção Planejamento de manutenção Alvo secundário: detecção precoce de agravamento
Grau 4 Bom — pequenas imperfeições Manutenção preventiva rotineira Monitoramento de longo prazo, menor urgência
Grau 5 Excelente — sem defeitos significativos Apenas manutenção preventiva periódica Fora do escopo inicial
Seção 04
Inteligência Competitiva

Panorama Competitivo

O mercado de monitoramento de OAEs no Brasil é incipiente. A maior parte dos players atua com soluções parciais — ou apenas inspeção convencional, ou apenas sensoriamento remoto por satélite, ou apenas software de gestão. Nenhum player nacional entrega a combinação completa IoT físico + BIM 3D Digital Twin + IA preditiva.

Consórcio Infragestão

Spotlite (PT) + SISCON + Única

Competidor Direto Parcial

O que fazem

  • Contrato DNIT ativo: EUR 8 milhões, 5.300 pontes federais
  • Monitoramento via satélite (Sentinel-1 InSAR) — deslocamento superficial
  • Dashboard de gestão das inspeções
  • Inventário digital das OAEs

Lacunas críticas (oportunidade DTWIN)

  • Sem sensores físicos in-situ — apenas dados remotos
  • Satélite detecta movimento, não causa nem mecanismo
  • Sem BIM/gêmeo digital 3D
  • Sem IA preditiva de vida útil
  • Resolução temporal do satélite: 6–12 dias (não tempo real)
Posicionamento DTWIN vs. Infragestão DTWIN não compete — complementa. Infragestão identifica pontes em movimento via satélite → DTWIN implanta sensores físicos nas estruturas sinalizadas → diagnóstico causal + predição. Potencial de parceria ou posicionamento como "segunda camada" do sistema nacional.

Empresas de Inspeção Tradicional

CONSTRUTEQ, engenharias regionais, consultorias autônomas

Substituídos, não concorrentes

Realizam inspeções visuais bienais conforme NBR 9452. Não têm capacidade de monitoramento contínuo. São o modelo atual que o DTWIN torna obsoleto para estruturas críticas. Podem se tornar parceiros de instalação e laudo técnico.

Players Internacionais (sem presença local)

Sievert Larsen (DK), Campbell Scientific (US), HBM (DE), Geokon (US)

Não adaptados ao Brasil

Fabricantes de sensores e sistemas SHM para mercados desenvolvidos. Sem localização para normas DNIT/ABNT, sem integração com SGO, sem presença comercial no Brasil, sem suporte em português. Custo proibitivo para orçamentos públicos brasileiros.

usBIM.geotwin (ACCA Software, Itália)

Plataforma de Digital Twin para infraestrutura

Parceiro de plataforma (não concorrente)

Plataforma BIM/GIS para gêmeo digital de infraestrutura. Mencionada na stack do DTWIN. Não compete — é a camada de visualização e modelagem 3D sobre a qual o DTWIN constrói sua solução. Parceria tecnológica natural.

Matriz de Diferenciação

Capacidade DTWIN.Brasil Consórcio Infragestão Inspeção Tradicional Players Internacionais
Sensores IoT físicos in-situ ✓ Sim ✗ Não ✗ Não ✓ Sim
Monitoramento em tempo real ✓ Contínuo ~ 6-12 dias (satélite) ✗ Bienal ✓ Sim
BIM / Gêmeo Digital 3D ✓ Sim ✗ Não ✗ Não ~ Parcial
IA preditiva de vida útil ✓ Dtwin.IA ✗ Não ✗ Não ~ Limitado
Integração com normas BR (DNIT/ABNT) ✓ Nativo ~ Parcial ✓ Sim ✗ Não
Adequado ao orçamento público BR ✓ Sim ✓ Sim ✓ Sim ✗ Não
Disponível via CPSI (Marco Legal) ✓ Elegível ✗ Consórcio estrangeiro ~ Somente licitação ✗ Não aplicável
Seção 05
Stack Tecnológico da Solução

Camada de Sensoriamento (Edge)

  • Strain gauges: deformação estrutural em tempo real
  • Acelerômetros MEMS: vibrações, deslocamentos dinâmicos
  • Sensores FBG (fibra óptica): alta precisão, imune a interferência eletromagnética
  • WIM (Weigh-in-Motion): monitoramento de sobrecarga por veículos pesados
  • Sensores climáticos: umidade, temperatura, chuva, vento
  • Câmeras ópticas: inspeção visual remota, detecção de fissuras

Comunicação

  • LoRaWAN: long range, baixo consumo, ideal para regiões remotas (BR-230, BR-319)
  • NB-IoT: cobertura 4G/5G onde disponível
  • Satelital (fallback): para OAEs em área sem cobertura celular
  • Edge computing local: processamento pré-filtrado antes do upload

Camada de Plataforma (Cloud)

  • usBIM.geotwin: plataforma BIM/GIS para modelagem 3D da estrutura
  • Dtwin.IA: engine de análise preditiva proprietária
  • Dashboard operacional: alertas em tempo real, histórico de dados, relatórios
  • API DNIT/SGO: integração com sistema de gestão existente

Inteligência Artificial

  • Detecção de anomalias (vibração anormal, deslocamento excessivo)
  • Modelagem de degradação acelerada
  • Previsão de vida útil residual
  • Alerta automatizado para gestores e engenheiros responsáveis
  • Correlação com eventos externos (sobrecarga, chuva intensa, sismo)
Vantagem para regiões remotas (Norte e Nordeste) LoRaWAN permite cobertura de 15–25 km por gateway em área aberta. Uma OAE na BR-230/PA pode ser monitorada com 2–3 gateways LoRa, sem depender de infraestrutura celular. Isso é especialmente relevante para o corpus de pontes interditadas na Amazônia e sertão nordestino.
Seção 06
Guia de Procurement Governamental

Rota 1 — CPSI (Via Preferencial)

O Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), criado pela Lei Complementar 182/2021 (Marco Legal das Startups), é a rota mais rápida para contratar com o poder público. Permite que o governo contrate solução inovadora sem licitação formal, por meio de processo simplificado.

ParâmetroCPSILicitação Tradicional
Prazo de contratação3–5 meses8–16 meses
Teto contratual (por órgão)R$4 milhões (único) / pode escalarSem teto (requer mais tempo)
Requisito de editalNão — chamamento público simplificadoSim — processo formal completo
Adequado para pilotoIdealExcessivo para piloto
Risco de contestação jurídicaBaixo (legislação consolidada)Médio-alto
Mês 1–2

Identificação e Abordagem do Órgão

Identificar SR (Superintendência Regional) do DNIT mais receptiva. Conectar com Diretor de Engenharia. Apresentar o problema específico (pontes grau 1/2 no estado) + solução DTWIN.

Mês 2–3

Chamamento Público CPSI

Órgão publica chamamento público no Diário Oficial descrevendo o problema a ser resolvido. DTWIN apresenta proposta de solução inovadora com metodologia e orçamento.

Mês 3–4

Negociação e Assinatura

Contrato negociado diretamente com o órgão. Sem disputa com concorrentes. Valor típico de piloto: R$1–4 milhões (3–5 OAEs instrumentadas).

Mês 4–7

Implantação do Piloto

Instalação dos sensores, configuração da plataforma, integração com equipe técnica do DNIT. Geração dos primeiros relatórios e dashboards.

Mês 7–12

Validação e Expansão

Comprovado o valor do piloto, escalar via contrato de fornecimento regular (dispensa de licitação por valor ou licitação técnica com critério de qualidade).

Rota 2 — Concessionárias (Mercado Privado)

Concessionárias têm poder de contratar diretamente, sem licitação pública, para serviços de monitoramento dentro dos limites do seu contrato de concessão. Processo mais ágil: 30–90 dias para contrato piloto. Risco menor. Referência de caso de sucesso serve para abordar o DNIT na sequência.

Concessionária Rodovias Estado Contato / Relevância
Eco153 (EcoRodovias + GLP) BR-153, BR-080, BR-414 TO + GO 35 anos, R$14bi. Trecho TO com Ponte Transaraguaia interditada. Alta urgência.
Via Cristais (Vinci Highways) BR-040 MG + GO + DF Desde mar/2025. Nova — ainda estruturando equipe de manutenção. Janela de entrada.
Motiva Minas_SP BR-381 (Fernão Dias) MG + SP Desde abr/2026. Nova concessionária em fase de transição. Alta receptividade a inovação.
Nova 364 (4UM/Opportunity) BR-364 RO Desde jul/2025. Primeira concessão em RO. Contém OAEs interditadas (Rio Candeias).
ECO101 (EcoRodovias) BR-101 ES + BA Contrato otimizado jun/2025. Trecho BA inclui OAEs próximas a Itapebi.
Rota dos Sertões (a definir — leilão mai/2026) BR-116 + BR-324 BA + PE Nova concessionária assumindo rodovias críticas (ex-ViaBahia). Forte pipeline de OAEs grau 1/2.
Seção 07
Go-to-Market e Modelo de Receita

Modelo de Precificação

Componente Tipo Valor Exemplo (OAE 500m²)
Instalação e configuração One-time R$200–400/m² R$100k–200k por OAE
Plataforma + monitoramento Recorrente mensal R$15–30/m²/mês R$7,5k–15k/mês por OAE
Relatórios técnicos e laudos Eventual R$5k–20k/laudo Sob demanda (inspeções regulatórias)
Integração com sistemas legados One-time R$20k–80k SGO/DNIT, sistemas das concessionárias

Projeção de Receita — Cenário Conservador

Ano 1
5 OAEs piloto via CPSI
ARR: R$450k–900k
Ano 2
20 OAEs (DNIT + 2 concessionárias)
ARR: R$1,8M–3,6M
Ano 3
60 OAEs + plataforma SaaS nacional
ARR: R$5,4M–10,8M
Ano 5
200+ OAEs + licenciamento
ARR: R$18M–36M

Sequência de Entrada no Mercado

Fase 1 — Prova de Conceito (meses 1–6)

  • Selecionar 1–2 OAEs grau 1 de alto perfil político
  • Instalar sistema completo com visibilidade pública
  • Gerar relatório técnico + caso de uso documentado
  • Rota: CPSI com SR DNIT mais receptiva (sugestão: SR-10/MG ou SR-01/CE)

Fase 2 — Expansão PROARTE (meses 6–18)

  • Apresentar resultado do piloto ao DNIT central (Brasília)
  • Propor instrumento de contratação para 50–100 OAEs do PROARTE
  • Abordar 2–3 concessionárias com proposta piloto
  • Desenvolver módulo de exportação para SGO

Fase 3 — Plataforma Nacional (18–36 meses)

  • SaaS para gestores estaduais (DERs)
  • Integração com programas BID/Banco Mundial
  • Exportação do modelo para outros países da América Latina
  • Parceria com seguradoras de infraestrutura

Aliados Estratégicos

  • ABNT: participar da revisão da NBR 9452
  • CNT: publicar dados no Anuário do Transporte
  • ABES: visibilidade no ecossistema govtech
  • Embrapii/FINEP: funding P&D para Dtwin.IA
Seção 08
Corpus de OAEs Críticas — Grau 1 e 2 por Estado
Nota metodológica Dados extraídos dos PDFs oficiais do PROARTE/DNIT por estado (Superintendências Regionais). Classificações grau 1 e 2 conforme inspeção técnica mais recente disponível nos documentos oficiais. OAEs interditadas indicadas separadamente. Total mapeado: ~410 estruturas em 9 estados. Rodovias em processo de concessão podem ter responsabilidade de manutenção transferida à concessionária.
MG — MINAS GERAIS 51 estruturas + rodovias concedidas: BR-381 (Motiva), BR-040 (Via Cristais)
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípio / TrechoObservação
1Ponte Rio das VelhasBR-381km 484,2Santa LuziaConcedida — Motiva
2Ponte Rio JequitaíBR-116km 692,3BocaiúvaDNIT-direto
3Ponte Ribeirão São JoãoBR-265km 112,4São João del-ReiDNIT-direto
4Ponte Rio SapucaíBR-267km 98,7Pouso AlegreDNIT-direto
5Ponte Rio ParáBR-354km 203,1Pará de MinasDNIT-direto
6Ponte Rio PirangaBR-262km 312,5Ponte NovaDNIT-direto
7Viaduto km 22BR-040km 22,0Belo HorizonteConcedida — Via Cristais
8Ponte Rio ParaopebaBR-040km 78,3ParaopebaConcedida — Via Cristais
9Ponte Córrego do FeijãoBR-381km 421,8Mário CamposConcedida — Motiva
10Ponte Rio JaíbaBR-116km 738,2JaíbaDNIT-direto
11Ponte Ribeirão NovoBR-265km 88,3LavrasDNIT-direto
12Ponte Rio VerdeBR-267km 145,6Três CoraçõesDNIT-direto
13Ponte Rio DoceBR-116km 667,4Governador ValadaresDNIT-direto
14Ponte Rio São Francisco (OAE 1)BR-354km 287,9PiraporaDNIT-direto
15Viaduto BR-356 km 34BR-356km 34,1Belo HorizonteDNIT-direto
+ 36 estruturas adicionais mapeadas nos relatórios PROARTE/SR-10 (BRs 116, 135, 262, 265, 354, 356, 381, 040 em MG)
BA — BAHIA 61 estruturas | BR-116 e BR-324 em transição pós-ViaBahia (leilão Rota dos Sertões mai/2026)
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio JequitinhonhaBR-101km 661,72ItapebiINTERDITADA — ECO101
2Ponte Rio Paraguaçu (LE)BR-116km 547,3Castro AlvesEm transição Rota dos Sertões
3Ponte Rio PojucaBR-116km 456,8CatuEm transição Rota dos Sertões
4Ponte Rio de ContasBR-030km 312,4Livramento de Nossa SenhoraDNIT-direto
5Ponte Rio CorrenteBR-030km 204,7CorrentinaDNIT-direto
6Viaduto BR-242 km 789BR-242km 789,2BarreirasDNIT-direto
7Ponte Rio São Francisco (BA)BR-407km 403,1Pilão ArcadoDNIT-direto
8Ponte Riacho das MulatasBR-135km 267,3Monte Azul / BA-MGDNIT-direto
9Ponte Rio ItapicuruBR-116km 399,6SerrinhaEm transição Rota dos Sertões
10Ponte Rio Vaza-BarrisBR-116km 520,4QueimadasEm transição Rota dos Sertões
11Ponte Rio das AlmasBR-324km 89,4Santo AmaroEm transição Rota dos Sertões
12Ponte Rio JacuípeBR-324km 103,8Feira de SantanaEm transição Rota dos Sertões
13Ponte Rio FormosoBR-415km 178,9ItacaréDNIT-direto
+ 48 estruturas adicionais mapeadas (BRs 030, 101, 110, 116, 135, 242, 324, 407, 415/BA)
CE — CEARÁ 113 estruturas — TODAS sob gestão DNIT-direto | Clusters BR-122 e BR-304 com casos nomeados
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio JaguaribeBR-304km 47,17AracatiGrau 2 — confirmado
2Ponte Lagoa do PapagaioBR-304km 52,3AracatiGrau 2
3Ponte Rio Banabuiú (OAE 1)BR-122km 312,1BanabuiúGrau 1/2
4Ponte Rio Banabuiú (OAE 2)BR-122km 298,4QuixadáGrau 1/2
5Viaduto Tabuleiro do NorteBR-116km 205,0Tabuleiro do NorteGrau 2
6Ponte Rio AcaraúBR-222km 187,4MarcoGrau 2
7Ponte Rio CoreaúBR-222km 234,8CoreaúGrau 2
8Ponte Rio PotiBR-020km 389,2CrateúsGrau 2
9Ponte Rio QuixeramobimBR-116km 281,7QuixeramobimGrau 2
10Ponte Rio Salgado (CE)BR-116km 407,3IcóGrau 2
11Viaduto Sobral km 238BR-222km 238,1SobralGrau 2
12Ponte Rio Jaguaribe MédioBR-230km 512,6IguatuGrau 2
+ 101 estruturas adicionais mapeadas (BRs 020, 110, 116, 122, 222, 226, 230, 304/CE — 106 total confirmados)
PE — PERNAMBUCO 69 estruturas — TODAS DNIT-direto | Investigação MPF na BR-101/PB-PE pós-colapso Rio Paraíba
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio Capibaribe (OAE 1)BR-232km 48,3CaruaruGrau 2
2Ponte Rio IpojucaBR-232km 98,7BezerrosGrau 2
3Ponte Rio MoxotóBR-232km 314,0SertâniaGrau 2
4Ponte Rio PajeúBR-232km 412,8Afogados da IngazeiraGrau 2
5Ponte Riacho dos PausBR-316km 228,4CaruaruGrau 2
6Ponte Rio São Francisco (PE-AL)BR-101km 87,3PetrolândiaGrau 2
7Viaduto SalgueiroBR-232km 485,2SalgueiroGrau 2
8Ponte Rio BrígidaBR-428km 142,6OuricuriGrau 2
9Ponte Rio Moxotó (BR-423)BR-423km 89,4IbimirimGrau 2
10Ponte Rio Capibaribe (OAE 2)BR-104km 78,2Santa Cruz do CapibaribeGrau 2
+ 59 estruturas adicionais (BRs 101, 104, 110, 232, 316, 423, 424, 428/PE)
PB — PARAÍBA 57 estruturas — TODAS DNIT-direto | Colapso parcial Ponte Rio Paraíba BR-101 km 77,54 em mar/2026 — MPF investiga
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio Paraíba (LE)BR-101km 77,54Santa RitaCOLAPSO PARCIAL mar/2026 — MPF
2Ponte Rio MamanguapeBR-101km 45,2MamanguapeGrau 2
3Ponte Rio CurimataúBR-104km 178,3CuitéGrau 2
4Ponte Rio TaperoáBR-230km 342,1TaperoáGrau 2
5Ponte Rio PiancóBR-230km 412,7PiancóGrau 2
6Ponte Rio EspinharasBR-361km 78,4PatosGrau 2
7Ponte Riacho dos PorcosBR-405km 234,8São João do Rio do PeixeGrau 2
8Viaduto Campina Grande km 14BR-104km 14,3Campina GrandeGrau 2
+ 49 estruturas adicionais (BRs 101, 104, 110, 230, 361, 405/PB)
RN — RIO GRANDE DO NORTE 28 estruturas — TODAS DNIT-direto
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Viaduto Riacho VelhoBR-226km 234,8Currais NovosGrau 2 (investigar)
2Ponte Rio ApodiBR-405km 312,7ApodiGrau 2
3Ponte Rio SeridóBR-427km 124,3CaicóGrau 2
4Ponte Rio TrairiBR-226km 187,4São Paulo do PotengiGrau 2
5Ponte Rio PitimbuBR-101km 38,2ParnamirimGrau 2
6Ponte Rio Piranhas (OAE RN)BR-405km 289,4Pau dos FerrosGrau 2
+ 22 estruturas adicionais (BRs 101, 110, 226, 405, 427/RN)
PA — PARÁ 50 estruturas — TODAS DNIT-direto | BR-308 km 254,4 Viseu: bloqueio total ativo
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio GurupiBR-316km 112,4Viseu / Peixe-BoiGrau 2
2Ponte Rio CapimBR-316km 189,7BujaruGrau 2
3Ponte Rio MojuBR-316km 67,3MojuGrau 2
4Ponte Rio Caeté (BR-308)BR-308km 254,4ViseuBLOQUEIO TOTAL ativo
5Ponte Rio AcaráBR-316km 98,2AcaráGrau 2
6Ponte Rio Tocantins (PA)BR-155km 287,4MarabáGrau 2 — projeto concessão em estudo
7Ponte Rio XinguBR-230km 934,8AltamiraGrau 2
8Ponte Rio IririBR-230km 1.024,3AltamiraGrau 2
9Ponte Rio AnapuBR-230km 789,2AnapuGrau 2
10Ponte Rio das PacasBR-158km 612,4São Félix do XinguGrau 2 — projeto concessão em estudo
+ 40 estruturas adicionais (BRs 155, 158, 230, 308, 316/PA)
TO — TOCANTINS 9 estruturas PROARTE + 2 INTERDITADAS | BR-153: concedida à Eco153 (EcoRodovias)
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte TransaraguaiaBR-153Aliança do TocantinsAliança do TocantinsINTERDIÇÃO TOTAL — Eco153
2Ponte Rio ParanãBR-235km 163,89São ValérioINTERDIÇÃO TOTAL — DNIT
3Ponte Rio Araguaia (OAE 1)BR-153km 412,3GurupiConcedida — Eco153
4Ponte Rio Tocantins (TO)BR-153km 387,4Porto NacionalConcedida — Eco153
5Ponte Rio Manuel Alves GrandeBR-235km 98,2LizardaDNIT-direto
6Ponte Rio SonoBR-230km 478,9LizardaDNIT-direto
7Ponte Rio PalmaBR-235km 212,4São Félix do TocantinsDNIT-direto
8Viaduto Palmas km 12BR-153km 12,0PalmasConcedida — Eco153
9Ponte Rio FarinhaBR-230km 398,7Pedro AfonsoDNIT-direto
RO — RONDÔNIA 3 estruturas PROARTE + 1 INTERDITADA | BR-364: nova concessão Nova 364 S.A. desde jul/2025
#Estrutura / NomeRodoviakmMunicípioStatus
1Ponte Rio Candeias (conjunto)BR-364km 282,65Porto VelhoINTERDITADA — Nova 364 S.A.
2Ponte Rio Jaci-ParanáBR-364km 398,4Porto VelhoConcedida — Nova 364 S.A.
3Ponte Rio JamariBR-364km 512,8AriquemesConcedida — Nova 364 S.A.
4Ponte Rio Caeté (BR-364)BR-364km 189,3VilhenaConcedida — Nova 364 S.A.
Seção 09
Mapeamento de Concessionárias por Rodovia
Importância estratégica para o DTWIN Rodovias concedidas = mercado privado, ciclo de venda mais curto (30–90 dias), sem licitação pública. Rodovias DNIT-direto = mercado público, CPSI é o caminho mais rápido (3–5 meses). Ambos os mercados devem ser abordados em paralelo.
Rodovia Estado(s) Gestão Atual Concessionária Contrato / Detalhe
BR-381MG + SPConcedidaMotiva Minas_SPDesde abr/2026, 15 anos, R$14,8bi. Fernão Dias BH-SP.
BR-040MG + GO + DFConcedidaVia Cristais (Vinci Highways)Desde mar/2025, 30 anos, R$12bi. BH–Cristalina.
BR-153TO + GOConcedidaEco153 (EcoRodovias + GLP)Desde out/2021, 35 anos, R$14bi. 850 km.
BR-364ROConcedidaNova 364 S.A. (4UM/Opportunity)Desde jul/2025, 30 anos, R$10,2bi. Porto Velho–Vilhena.
BR-101 (ES-BA)ES + BA (extremo sul)ConcedidaECO101 (EcoRodovias)Contrato otimizado jun/2025, R$10,3bi, 478 km.
BR-116 + BR-324BA (+ PE — lote)Em transiçãoRota dos Sertões (a definir)ViaBahia saiu mai/2025. Leilão mai/2026. DNIT direto no intervalo.
BR-116MG (norte)Em transiçãoA definir (leilão mar/2026)Aguardando concessão. Atualmente DNIT-direto.
BR-116MG (sul) + SPDNIT-diretoSem concessão ativa neste trecho.
BR-265MGDNIT-diretoSem concessão.
BR-267MGDNIT-diretoSem concessão.
BR-354MGDNIT-diretoSem concessão.
BR-262MGDNIT-diretoSem concessão.
BR-356MGDNIT-diretoSem concessão.
BR-030, 242, 407, 135, 415BADNIT-diretoSem concessão.
Todas as BRs — CECEDNIT-direto020, 116, 122, 222, 226, 230, 304, 110. Sem concessão federal.
Todas as BRs — PEPEDNIT-direto101, 104, 110, 232, 316, 423, 424, 428. Rota do Atlântico é estadual (PE-009).
Todas as BRs — PBPBDNIT-direto101, 104, 110, 230, 361, 405. Sem concessão federal.
Todas as BRs — RNRNDNIT-direto101, 110, 226, 405, 427. Sem concessão federal.
BR-316, 308, 230, 155, 158PADNIT-diretoBR-158/155 com projeto em estudo PPI — sem data de leilão.
BR-230, 235TODNIT-diretoFora do lote Eco153.
BR-319RO + AMDNIT-diretoSem concessão. DNIT relicitou obras R$678mi mai/2026.

Resumo Executivo — Onde Atacar Primeiro

Entrada Rápida — Concessionárias Novas (30–90 dias)

  1. Eco153 (TO): Ponte Transaraguaia interditada — urgência máxima política
  2. Nova 364 S.A. (RO): Rio Candeias interditado — nova concessionária, receptiva a inovação
  3. Via Cristais (MG): Assumiu BR-040 em mar/2025, estruturando área de manutenção
  4. Motiva (MG-SP): Assumiu BR-381 em abr/2026, janela de entrada aberta
  5. Rota dos Sertões (BA-PE): Nova concessionária (leilão mai/2026) — abordar imediatamente pós-assinatura

Entrada Estratégica — DNIT via CPSI (3–5 meses)

  1. SR-01/CE (Fortaleza): 113 estruturas no estado, cluster BR-304 com casos nomeados
  2. SR-07/PB (João Pessoa): Colapso BR-101 km 77,54 em mar/2026 — pressão política ativa do MPF
  3. SR-10/MG (Belo Horizonte): 51 estruturas, maior estado em volume, proximidade com capital federal
  4. SR-03/PA (Belém): 50 estruturas, BR-308 km 254 interditada
Argumento definitivo para qualquer reunião "Colocamos sensores em 5 pontes do PROARTE por R$1–2 milhões via CPSI. Se evitarmos um único colapso similar ao Ponte JK, a economia é R$158 milhões. Em pontes com tráfego de caminhões pesados, uma interdição de 30 dias representa R$500k–5M em desvios e perdas econômicas para o estado. O payback do sistema é o primeiro incidente prevenido."